04/08

SÉRIE: INICIAÇÃO CIENTÍFICA E GESTÃO AMBIENTAL: UNIÃO QUE DÁ CERTO - I

Alunos do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental da FATEC Jundiaí desenvolvem projetos de Iniciação Científica e em parceria à Agência de Inovação do Centro Paula Souza

            Orientados pela professora Ana Carolina Barros De Gennaro Veredas, alunos do Curso de Gestão Ambiental desenvolveram e desenvolvem projetos de Iniciação Científica sobre prevenção de impactos no uso de agrotóxicos, utilização do biogás como forma geradora de energia elétrica (que será tratado nesta matéria) e análise de possíveis melhorias ao perímetro da Fatec e suas áreas adjacentes em termos de eficiência energética e mobilidade urbana.

O projeto “Estudo de Valorização Energética do Biogás em Aterro Sanitário”, desenvolvido pela aluna Viviane Hernandes, formanda de 2014, sob a co-orientação do professor João Carlos dos Santos, em parceria com o Grupo Essencis, de Caieiras, se debruça sobre a energia renovável, fornecida pelo biogás. O estudo buscou analisar o potencial de geração de biogás de um aterro sanitário, verificando a possibilidade de valorizá-lo como forma geradora de energia elétrica através de um sistema de aproveitamento energético, a termelétrica. “O biogás de aterro sanitário é uma fonte viável e renovável de energia, já em pleno uso em muitos aterros sanitários no mundo. No Brasil, é ainda necessário avançar no aperfeiçoamento e ampliação deste uso. Sendo assim, o estudo da valorização energética do biogás em aterro sanitário é de fundamental importância, visando melhorar a condição sanitária brasileira, com a gestão adequada dos resíduos sólidos e o aproveitamento energético do biogás nos aterros sanitários”, afirma Ana Carolina, orientadora do projeto.

Para obter informações sobre o tipo de resíduo gerado de acordo com sua quantidade e qualidade, que varia de uma região a outra, foi utilizado o estudo gravimétrico de resíduos sólidos urbanos (que serve para conhecer a composição do resíduo por tipologia e quantidade), que são enviados ao aterro Essencis, sendo este o início do projeto. Estas informações servem também para direcionar quais ações de reciclagem são melhor indicadas, podendo ser tomadas iniciativas juntamente à esfera administrativa, norteando a respeito do planejamento de novas ações que visem minimizar a quantidade de resíduos sólidos urbanos.

Com os dados dos estudos gravimétricos, foram utilizados dois métodos matemáticos reconhecidos internacionalmente (IPCC e USEPA) para estimar a quantidade de biogás gerado nas condições apresentadas, ambos apontando para a viabilidade da implantação do sistema de aproveitamento energético. Alguns cenários foram avaliados e a projeção da produção de biogás apontou geração até o ano de 2100, dependendo do cenário e modelo avaliado, com uma produção total estimada de biogás média de 1,10 x 1010 m3, equivalente a um potencial energético de 1,72 x108 GJ.

“Escolhemos o biogás, pois um de seus componentes é o gás metano, um dos causadores do efeito estufa quando liberado na atmosfera. Quando o biogás é utilizado, o metano não é liberado”, diz Viviane, que tem como projeção transformar o trabalho em artigos para serem publicados em revistas científicas.

Sobre a experiência: “achei muito importante [participar deste projeto de Iniciação Científica], principalmente por beneficiar tanto a mim, quanto ao conhecimento e também à FATEC, por meu trabalho servir como fonte de estudo e de possível continuidade”, e acrescenta: “Gostaria de agradecer à FATEC, por proporcionar outras formas de pesquisas, também à minha orientadora, Ana Carolina, que me incentivou no projeto, e a outros colaboradores, que também me ajudaram na elaboração do trabalho”.

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